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TORNA-TE VEGANO PARA UM MUNDO MELHOR PARA TODOS

O veganismo é uma forma de contribuição para um mundo mais justo para humanos e não humanos. Além de nos tornarmos veganos, a consciência sobre as questões sobre meio ambiente é fundamental.


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Tornar-se vegano é abolir de seu cotidiano todas as formas de exploração animal possíveis.
Não comer nada de origem animal, não utilizar produtos de higiene e beleza com matéria prima animal ou testados em animais, não participar de formas de lazer que utilizem animais, adotar animais de rua, não utilizar vestuário que utilize animais na sua confecção.

E isso é possível?

Não fosse e não haveria já tantos veganos no mundo, vivendo de forma saudável, leve e comprometida com a integridade de seres sencientes como nós.

Se, porém, entender que também é importante influenciar mais pessoas a que deixem de explorar os animais, junta-te a nós. Escreve para gae.portoalegre@gmail.com. Passarás a receber nossos comunicados e participar conosco de reflexões e ações pelos animais.

MAS, O QUE É O VEGANISMO?

Veganismo é uma opção de vida de pessoas que por razões éticas (relacionadas ao respeito aos direitos animais) prescindem do uso de qualquer produto de origem animal na sua vida cotidiana.
Simplificando: Um vegano é uma pessoa que não apenas diz que ama os animais.

O que um vegano NÃO faz:

  • Um vegano não come nenhum produto de origem animal. Sim, isso inclui frango, peixe, leite, ovos, gelatina, cochonilha (Você sabia que usam esses insetos na sua comida?)…
  • Um vegano não usa roupas feitas com couro, peles, lã, seda…* Um vegano busca boicotar empresas que façam testes com animais.
  • Um vegano não vai a circos, zoológico, touradas, rodeios ou qualquer forma de entretenimento que utilize animais. * Um vegano não compra animais de estimação, afinal, amigos não se compram.

O que um vegano NÃO é:

  • Como os direitos animais são uma evolução dos direitos humanos, um vegano não é racista, machista, xenófobo ou homofóbico.
  • Um vegano não é um hippie natureba.
  • Um vegano não é um neurótico por saúde que fica contando calorias. Veganos não estão “de dieta”.
  • Um vegano não é uma pessoa desequilibrada que busca utlizar os animais por ter péssimas relações com outros humanos.
    Mas afinal o que os veganos SÃO?
  • Os veganos são advogados, médicos, filósofos, antropólogos, biólogos, físicos, engenheiros, designers, estudantes, desempregados, empresários…
  • Os veganos são pessoas pacíficas, pois defendem os Direitos Humanos, assim como os Direitos Animais.
  • Os veganos podem ter qualquer religião, qualquer credo, qualquer opção sexual, qualquer estilo.
  • Os veganos, assim como você, são pessoas muito preocupadas com o aquecimento global, com a violência, com a pobreza, com a falta de empregos e com as crianças de rua.

E o que eles podem fazer?

  • Veganos podem comer todos os alimentos de origem vegetal – grãos, cereais, frutas, legumes, verduras – cogumelos e algas.
  • Veganos podem comer fast-food, tomar refrí, comprar alimentos industrializados ou mesmo transgênicos. Mas, é claro, veganos adoram discutir essas questões e sempre têm uma opinião formada.
  • Veganos podem beber! Ah, a não ser aquela tequila com vermes.
  • Veganos podem fazer sexo. (E com uma vantagem: a super dieta afrodisíaca vegana).
  • Veganos podem ir ao teatro, parques, museus…
  • Veganos podem adotar animais, devem esterilizá-los e dar a eles muito amor e proteção.

Por que devo ser vegano?

A decisão de se tornar vegano não precisa ocorrer da noite para o dia (é ótimo quando ocorre): ela pode começar com uma possibilidade, ir amadurecendo e enfim se concretizar.
Se quero assumir uma postura de respeito aos animais, não há outro caminho. Assim, a decisão de se tornar vegano começa com uma tomada de consciência: é moralmente errado explorar os animais (independentemente de se com ou sem dor).
Tornamo-nos veganos quando nos damos conta de que é errado pensar e agir como se os animais fossem nossa propriedade. Onde se legitimaria esse pressuposto de que animais são produtos a nosso dispor?
Devo ser vegano se entender que é uma obrigação moral não usar os animais, sendo assim o veganismo a única opção ética de quem se deu conta de que os animais não nos pertencem.

Uma pequena introdução aos Direitos Animais

* Animais não-humanos também sentem dor, possuindo todos os mecanismos biológicos para tanto e a expressam de forma muito

  • Animais não-humanos sentem stress da mesma forma que nós quando privados de sua liberdade, e em geral, animais em seu meio ambiente necessitam de grandes espaços para se locomover, caçar, voar, nadar, montar tocas e criar suas famílias.
  • Animais não-humanos também gostam de conforto.
  • Grande parte dos animais não-humanos também possuem famílias, e muitos dão tanto valor à estas quanto nós. A privação decorrente da separação de mães e filhos é extremamente dolorosa para eles.
  • Animais também gostam de trabalhar e são extremamente engenhosos, basta ver o joão-de-barro, as formigas e o incrível trabalho do castor.
  • Animais também gostam de se comunicar. Apesar de não compreendermos, a comunicação não é feita apenas pela linguagem humana. Golfinhos são capazes de dar nomes à seus semelhantes.
  • Animais também gostam de pensar e de jogar. Para os animais carnívoros, a caça é um jogo que os une. Porcos são capazes de operar joysticks. Gorilas e chimpanzes são capazes de se comunicar via linguagem de sinais.
  • Animais também dão valor às suas vidas e são capazes de sofrer e lutar muito para mantê-las.
  • Animais também são capazes de amar.
  • O termo “vegan” foi criado em 1944 por Donald Watson, na Inglaterra. Ele e outros vegetarianos verdadeiros discordaram da Vegetarian Society no que se referia à definição de vegetarianismo (de acordo com a entidade, haveria possibilidade de vegetarianos consumirem alguns produtos de origem animal, tais como ovos, leite, mel e outros produtos). Dessa forma eles pegaram a palavra vegetarian e a alteraram: VEGetariAN. Surgia assim a Vegan Society.

A palavra vegan (pronuncia-se vígan) foi utilizada em português até a virada do milênio, quando passou-se a utilizar sua forma aportuguesada: vegano, vegana, veganismo.

* Vegetariano - adj (veget(al)+ar3+i+ano2) Relativo à alimentação exclusivamente vegetal. sm Partidário da alimentação exclusivamente vegetal. Fonte: Dicionário Michaelis

UM POUCO DE IRONIA … FINA:
Fonte: Blog vedevegano.blogspot.com do nosso querido Cleber.

Quanto se inicia qualquer discussão envolvendo direitos animais e veganismo, é batata que aparecerão muito espontaneamente alguns argumentos que, embora rasinhos que só e pobres de marré, podem surgir tanto na boca de pessoas pouco esclarecidas quanto na de gente muito bem preparada para qualquer debate.

É que esses argumentos não se mantêm dentro de nenhuma fronteira de nível de escolaridade, classe econômica ou de qualquer outro divisor sociocultural. Estão disseminados por tudo e todos como um bem comum, à disposição, e podem acabar sendo, num momento ou outro, acionados por qualquer um de nós. Alguns deles já tive como meus, e outros li por aí ou pude ouvir boquiaberto, mas pego tão "de surpresa" que não consegui rebater de imediato. Talvez não exatamente pela surpresa: podemos ficar desarmados não pela força desse tipo de argumento – que é sempre lugar-comum –, mas pela força da facilidade automática com que ele surge, por mais absurdo ou contraditório que seja. Acho isso uma incrível evidência do poder da naturalização das idéias. É certo que as coisas que temos como corretas não precisam ser necessariamente fruto de conclusões elaboradas.

No final das contas, a maior parte dos fundamentos conceituais da nossa vida cotidiana parece mesmo estar guardada lá na última prateleira da estante. “Alguém” os colocou lá, e ainda que visitemos a estante várias vezes por dia trocando um livro por outro, a última prateleira segue intocada, acumulando pó. Uma vez trazidos para o debate, os pobres e rasos argumentos não resistem ao menor exame, mas alcançar a última prateleira é que são elas.

Aproveitando o carnaval pra revisar o pó da minha, sua, nossa última prateleira, elenco abaixo alguns desses argumentos, seguidos das respostas que muito sinceramente eu acho que eles de fato merecem. Na boa.

A evolução naturalmente nos colocou no topo da cadeia alimentar
E por “cadeia alimentar” entenda-se qualquer cadeia de supermercados onde nós, os predadores, vamos caçar nosso alimento armados de cédulas, cheques ou cartões de crédito. Bem naturalmente.

Animais matam outros animais para comer
É verdade. Coisa mais linda é ver no National Geographic Channel os leões manejando suas criações de impalas, inseminando-os artificialmente, dando vacina e hormônio. Ou os macacos da Amazônia, superinteligentes, abrindo a floresta pra fazer pasto pro gado: tem coisa mais comovente?

O ser humano é onívoro
Todos sabem que devemos obviamente comer de tudo. Carniça. Bambu. Água-viva. Cocô. Baconzitos. Plástico.

Então não podemos também comer as plantas
Isso mesmo, e devemos lembrar de outras lutas importantes: não criar o trigo em confinamento; não separar os filhotes de alface da mãe logo após o nascimento; não impedir a vida social das maçãs. E nem me fale da crueldade dos casacos de pele de feijão e dos circos de brócolis amestrados.

Mas e as crianças?
Vão bem, obrigado.

Se “tudo” tem vida, então a preservação apenas da vida animal é hipócrita ou ignorante
Logo só temos duas opções: ou preservamos a vida onde quer que ela se manifeste ou assumimos de uma vez que podemos acabar com ela sempre que desejarmos. Em outras palavras, você escolhe entre viver de luz ou matar quem quer que atrapalhe seu caminho. Tomar um antibiótico é uma atitude moralmente equivalente a estourar os miolos daquele espertinho que fura a fila do cinema. Quer dizer, quase, né?: o antibiótico mata muito mais vida.

Simplesmente não consigo parar de comer carne
Eu também simplesmente não consigo parar de olhar para as suas carnes, benzinho!

Os direitos animais são apenas mais uma invenção humana
Em contrapartida, o churrasco só pode mesmo ter sido inventado por Deus. Ou pela estátua do Laçador.

Precisamos de proteína e cálcio
Sim, e só há proteína nas carnes e só há cálcio no leite. E também só há uma verdade nutricional, justamente aquela referendada pelos produtores de carne e a indústria de laticínios.

Comer carne é uma tradição cultural que deve ser mantida
Pode crer: aqui na caverna da minha família, nos orgulhamos de manter a fogueira ininterruptamente acesa há uns 50 mil anos. O fogo, além de calor, fornece uma boa iluminação. Amanhã devo acabar a pintura de mais um bisão. Vai ficar lindo de morrer.

O estilo de vida vegano é muito radical
Não é? Pense bem: a própria pessoa racionalmente se responsabilizar pela sua dieta e seus hábitos de vida levando em consideração o impacto que causa aos outros e ao meio é praticamente um rafting, um bungee jumping, um rapel no Salto Ángel. Gente louca.

Deus criou os animais para que nos servissem de alimento e vestuário
Exatamente como demonstrado por Charles Darwin.

Defensores dos direitos animais são caga-regras mal-humorados
Ô pessoalzinho chato! Se levam tão a sério e são tão insuportáveis quanto os defensores dos direitos humanos. Mas não me entenda mal: é evidente que sou a favor dos direitos humanos. Pra humanos direitos, é claro.




Veja também:

Pelo Fim da Cavalgada do Mar

Pela criação da primeira Promotoria de Defesa Animal no Brasil

Embarque de gado vivo. Mostra tua indignação!

SEM MAIS RODEIOS

Torna-te vegano!

EXPOINTER 2010 - PASSA LONGE!

Acampamento Farroupilha: horror animal

TORNA-TE VEGANO PARA UM MUNDO MELHOR PARA TODOS

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