GRUPO PELA ABOLIÇÃO DO ESPECISMO
Toda quinta-feira, após 19 horas, sopas, caldos ou cremes veganos.
Endereço: rua Demétrio Ribeiro esquina com Vasco Alves. Centro Histórico.
Ela não passou pela fase ovo-lacto, foi direto para as opções veganas. Aos 50 anos, quando ouviu falar pela primeira vez em veganismo, não se fez de rogada, tratou de entender o que era e fazer pratos sem ingredientes animais. Almessi, mais conhecida como Gringa, capitaneia um dos espaços mais democráticos para veganos de Porto Alegre, o Pratburger, bem mais conhecido como Bar da Gringa. A fama de seus lanches veganos, com sustança e preços módicos, atravessou os Estados. A mais recente edição do Congresso Vegetariano da SVB, realizado em Porto Alegre, colocou-a no circuito de frequentadores nacionais e internacionais. Mas naturalmente seus habitués são locais e em especial aqueles que descobriram o pequeno bar situado no Centro Histórico de Porto Alegre.
Mas o que atrai tantos veganos a um lugar em que a carne (ainda) tem passe livre? Além dos aspectos já mencionados, certo espírito maternal da Gringa que “adota” a juventude vegana da cidade, afeita ao junk food. Ela vai xingar quem fizer coisa errada e vai mimar a todos com seu modo particular de agradar: cozinhando. No almoço, a base é arroz, feijão, salada e algum complemento de soja: panquecas, estrogonofe, almôndegas com azeitona ou bife de soja que pode vir acebolado, acompanhados por batata frita ou polenta na chapa. Não deixem, porém, de provar as panquecas de berinjela.
Gringa no Rio Grande do Sul é um termo com que se designam pessoas de origem italiana, e não estadunidenses. Mas Almessi sequer é italiana, sua origem é alemã. Vamos assim penetrando nesse espaço tão prosaico e seus segredos.
O Bar da Gringa é um pequeno tesouro não escondido, já que a fama se espalhou com rapidez. Além dos veganos e vegetarianos que passaram a frequentá-la, representando em muitas noites ampla maioria, ela inclui outro grupo mais específico e tão fiel quanto: os ciclistas veganos que ali encontram o combustível para longos percursos: refeições acompanhadas de suco feito na hora ou cerveja muito gelada. Há noites em que se podem contar mais de vinte bicicletas estacionadas na famosa esquina. Para os chegados nos doces, ela faz sobremesas com chocolate, cereja e morango, quando não está testando novidades. Faz ainda pães caseiros, bolos e tortas, sob encomenda. As reuniões do GAE (Grupo pela Abolição do Especismo), sérias ou festivas, e os aniversários mais badalados ali se realizam, assim como os eventos especiais, sempre veganos, festa junina, terno de reis e até mesmo forró. De quebra, uma grande vantagem para os animais. Com os preços mais em conta dos pratos veganos, que não perdem em sabor para os de carne, muitas pessoas provam, gostam e ficam fieis ao seu cardápio livre de crueldade, mesmo que não estejam despertadas para a questão ética.
Assim é a Gringa, um típico boteco que não é nada típico.
Em tempo: Gringa e sua irmã estão recebendo encomendas de bolos, pães, doces e comidas, tudo vegano.
E a melhor novidade de inverno: TODA QUINTA-FEIRA TEM SOPA, CALDOS OU CREMES a partir das 19 horas.
Encomendas de doces e salgados: 30295097, 32663829, 84058888
www.vivavegan.no.comunidades.net